quarta-feira, 24 de abril de 2013

Linda esta frase gente:

“Para as pessoas a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.”
Carlos E. Pereira

 Encontrei ela na página do 


http://www.agoraeuconsigo.org/


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Informática Educativa

Na modalidade de Educação especial, nós, professores encontramos muitas dificuldades no desenvolvimento do nosso trabalho, principalmente no que se relaciona aos alunos com Deficiência Intelectual. Assim no meu laboratório de informática eu desenvolvo um projeto de Informática Educativa, visando que os alunos aprendam de forma lúdica e divertida.
Seguem duas sugestões de atividades que meus alunos adoram:

http://ludoeducajogos.com.br/jogos/ludoprimeirospassos/

http://www.noas.com.br/educacao-infantil/lingua-portuguesa/brincando-com-vogais/


Kit Saudável na Páscoa de Carambeí

27-03-13 - Kit Saudável na Páscoa de Carambeí A Prefeitura de Carambeí, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura já recebeu as compras efetuadas para de Páscoa das crianças da rede municipal de ensino. Neste ano a novidade é um kit saudável, onde além do tradicional chocolate foram introduzidos mais itens como: maçã, biscoito salgado sem recheio, barra de cereais, sanduíche de presunto com queijo e bombons sonho de valsa. A idéia será implantada pela primeira vez no município retirando as calóricas cestinhas com doces, fornecidas nos anos anteriores que de forma alguma contribuíam para uma alimentação rica em nutrientes. A idéia segundo a Secretária Municipal de Educação Ana Wieslava Kaspchack “não é retirar o tradicional chocolate, mas, também oferecer para as crianças uma opção saudável, uma fruta, uma barra de cereais e incentivar o seu consumo dentro e fora da escola, para criar o hábito“, disse ela. “Para muitas crianças, a barra de cereais, por exemplo, é uma novidade, que ela normalmente não consome em casa, conclui a secretária”. O kit saudável de páscoa foi criado pelo nutricionista do município Deoclides Marques Júnior, com apenas 800 calorias. Sendo licitado, para atender o município utilizando um caminhão refrigerado e colocado em embalagem própria. Serão entregues 2500 kits saudáveis, nesta quinta-feira, a partir das 10 horas da manhã. O prefeito Osmar Blum (DEM) apóia a idéia da secretaria de educação, pois também entende que as crianças devem ter a oportunidade de conhecer opções de alimentos mais saudáveis, e é na escola que se deve aprender sobre bons hábitos alimentares. http://www.carambei.pr.gov.br/?q=node/2873

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Informática na modalidade de Educação Especial


A Informática na modalidade de Educação Especial
Priscila de Geus (Faculdades SECAL) pridegeus@gmail.com
Resumo:
A pesquisa que foi desenvolvida e que é apresentada neste trabalho tem por objetivo conhecer as
possibilidades ocasionadas pela informática no processo de ensino/aprendizagem de alunos com
deficiência. Desta forma realizou-se um estudo de caso com um aluno  de uma Escola de Educação
Especial, modalidade da Educação Básica. A acadêmica investigou o processo educacional deste
aluno e constatou a importância dos recursos computacionais para o desenvolvimento do mesmo, com
a pesquisa também pode-se constatar que  a maior dificuldade  que os docentes encontram para
promover seus alunos através dos aparatos tecnológicos, se deve a falta de formação específica na
área das tecnologias aplicadas à educação.
Palavras-chaves: (1) educação, (2) informática, (3) alunos com deficiência.
The Computer in the form of Special Education
Abstract:
The research was developed and is presented in this paper aims to understand the possibilities
brought about by information technology in the teaching/ learning disabled students. Therefore we
performed a case study with a student from a School of Special Education, Basic Education mode. The
academic investigated the educational process of students and noted the importance of computational
resources for its development, with research can also be seen that the greatest difficulty that teachers
are to encourage their students through technological devices, is due to lack specific training in the
field of technologies applied to education.
Keywords: (1) education, (2) information technology, (3) students with disabilities
1.  INTRODUÇÃO
O atual paradigma econômico marcado pela forte influência dos avanços científicos e
tecnológicos, do capitalismo, do conhecimento, e a adaptação da sociedade a estas influências
conduzem a  escola a repensar seu papel diante destas transformações. Nesta sociedade de
constantes mudanças emerge a necessidade de uma educação de qualidade que permita à
escola cumprir seu papel na formação humana e na disseminação do conhecimento.
Segundo Cox (2003, p.12):
A presença da informática no cotidiano atual desafia o homem a voltar-se à
exploração dos instrumentos computacionais, assim como outrora, os elementos
naturais que compunham nosso entorno despertavam o interesse do homem das
cavernas.
Nesta perspectiva, acarreta-se a escola o papel de formar cidadãos capacitados para o
uso das tecnologias computacionais, habilitando-os para interagir com uma avalanche de
aparatos tecnológicos. Se esta constitui numa das novas exigências educacionais, pode-se
questionar: A escola reconhece os avanços tecnológicos e suas influências no contexto
educacional? A escola está cumprindo seu papel de formadora com qualidade,
proporcionando a todos os alunos, uma formação que corresponda às novas realidades
sociais? O que é para a escola, formar cidadãos?
De acordo com Moraes apud Cox (2003, p.24):
Educar para a cidadania global significa formar seres capazes de conviverem, se
comunicarem, dialogarem num mundo interativo e interdependente utilizando os
instrumentos da cultura. É preparar o indivíduo para ser contemporâneo de si
mesmo, como membro de  uma cultura planetária e, ao mesmo tempo, comunitária
próxima, que, além de exigir sua instrumentação técnica para a comunicação a longa
distância, requer também o desenvolvimento de uma consciência de fraternidade, de
solidariedade e a compreensão de que  a evolução é individual e, ao mesmo tempo,
coletiva. É prepará-lo para compreender que acima do individual deverá prevalecer
o coletivo.
Compreende-se assim, que é dever da escola formar sujeitos capazes de coviverem,
de se comunicarem e de dialogarem num mundo interativo, nesta abordagem junto as políticas
que defendem o direito da pessoa com deficiência e sua inclusão educacional e social, pode-se
indagar: Qual o papel da escola diante das limitações e dificuldades dos alunos com
deficiência?
Buscando a  superação ao modelo tradicional de ensino e a adaptação a Sociedade
Tecnológica, é de iniciativa das políticas educacionais a implantação de um Laboratório de
Informática nas escolas, tanto na rede regular de ensino, como também nas escolas da
modalidade de Educação Especial. Este espaço deve ser considerado como um ambiente de
aprendizagem com o objetivo de promover a cultura da informática, servindo como um
recurso didático-pedagógico para o acesso de novos conhecimentos ao aluno.
Na modalidade de Educação Especial, o uso das tecnologias, não é apenas uma
forma de se construir o conhecimento, mas para muitos deficientes as tecnologias
informacionais e comunicacionais são a única forma que estes encontram para interagir com o
meio que os cerca.
A pouca mobilidade e controle dos movimentos corporais, a falta da fala ou uma fala
não muito clara, sempre foram obstáculos que permitiram a exclusão e rejeição das pessoas
com deficiência do sistema de ensino. Porém estas concepções passaram a ser criticadas pelo
esforço e pelas potencialidades dos deficientes que buscavam afirmar-se na sociedade como
sujeitos de direitos.
Um grande marco na educação de pessoas com deficiência está presente na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (LDB) 9394/96, que em seu artigo  4º inciso III que assegura
o: “atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades
especiais, preferencialmente na rede regular de ensino”, possibilitando a inclusão dos
deficientes no ensino regular, a lei também dispõe no artigo 12 que:
Os sistemas de ensino, nos termos da Lei nº 10.098/2000 e da Lei nº 10.172/2001,
devem assegurar a acessibilidade aos alunos que apresentem necessidades
educacionais especiais, mediante a eliminação de barreiras arquitetônicas
urbanísticas, na edificação  –  incluindo instalações, equipamento mobiliário  –  e nos
transportes escolares, bem como barreiras nas comunicações, provendo as escolas
dos recursos humanos e materiais necessários.
Na interpretação da lei observa-se que é garantido ao aluno com deficiência, tanto na
rede regular como na rede especializada, a acessibilidade ao ensino por meio dos recursos
necessários para sua interação com o meio, com as pessoas e com o conhecimento. Segundo o
Dicionário da Língua Portuguesa  –  Magno (1997, p.80),  a palavra acessibilidade possui o
significado da “facilidade de aproximação”, reconhecendo que para facilitar a aproximação do
educando com o conhecimento é necessário o uso de tecnologias, sendo elas das mais simples
até os recursos de alta tecnologia.
Partindo do pressuposto que tecnologia é tudo o que o homem se utiliza para
interagir com o mundo que o rodeia, então todas as adaptações didático-pedagógicas podem
ser denominadas tecnologias. No ensino da pessoa com deficiência é necessário desenvolver
simples adaptações em lápis, borrachas, réguas, cadernos, entre outros para facilitar o
manuseio destes recursos pelo aluno. Contudo essas medidas ainda podem ser insuficientes,
exigindo dos docentes conhecimentos mais técnicos sobre as altas tecnologias
computacionais. É então no laboratório de informática, ou através do computador que estes
recursos poderão ser avaliados.
1.1  A PRÁTICA DOCENTE INCLUSIVA: LIMITES E POSSIBILIDADES NO
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA
O docente pode utilizar-se de softwares pedagógicos,  ou dos editores de texto para
desenvolver no educando o processo de escrita e leitura, visto que o aluno não conseguiu
desenvolver tais processos com os recursos pedagógicos comuns. Através dos hardwares
convencionais e/ou adaptados, alunos com deficiência encontram uma maior facilidade para
registrar o seu aprendizado, seja pela linguagem formal escrita ou pela linguagem
simbolizada, programas com varreduras, simuladores e animações, acessibilidade virtual, são
acessórios que permitem a integração desses alunos no processo educacional.
Muitas são as alternativas que possibilitam o ingresso de crianças com deficiência no
contexto escolar, porém a qualidade do ensino desenvolvido pelas escolas é questionável na
medida em que atentamos para as seguintes questões: A escola faz uso das novas tecnologias
para auxiliar seus alunos? Quais são as maiores dificuldades que a escola encontra para
desenvolver um trabalho de qualidade, visando a participação do deficiente no contexto
educacional?
Como resposta encontramos a falta de recursos financeiros para aquisição de bens
tecnológicos que auxiliem neste processo e, de forma mais marcante a falta de conhecimento
tecnológico dos profissionais que atuam na escola. Quando se fala em tecnologia muitos
professores se sentem assombrados, aterrorizados com a ideia de ter que conciliar os recursos
tecnológicos com o conteúdo curricular a ser trabalho, pois não tem domínio de
conhecimentos necessários para utilizar-se de tais aparatos.
Desta forma, tornar o espaço do laboratório de informática das escolas, em um
ambiente de aprendizagem, que auxilie os alunos com deficiência tem sido um grande desafio,
Pais (2002, p. 27) sugere que “as inovações da informática na educação envolvem ainda a
consideração da incerteza como um princípio permanente na formação do ideário pedagógico
adaptado às exigências da educação contemporânea”, neste sentido percebe-se que a
construção do conhecimento será mediada pela interação do aluno com os recursos
tecnológicos de pesquisa e a atuação do docente aparecerá na organização da formalização do
saber.
Esta concepção não resume a prática pedagógica na apresentação linear e sequencial
de conteúdos, como nos modelos tradicionais, não se apresenta ao aluno certezas, as quais ele
é obrigado a aceitar, o  conhecimento passa a ser efetivamente construído e, não mais
meramente reproduzido.
Este fato leva muitos professores a não adaptação as novas formas de construção do
saber. A necessidade de preparar a aula, escolhendo fontes seguras para o desenvolvimento
das pesquisas escolares, exige tempo e, adicionada as muitas atribuições da profissão docente,
se constitui num fardo do qual os docentes buscam esquivar-se. A curiosidade do aluno, a
dupla interpretação e a não compreensão por parte do aluno dos conteúdos encontrados
durante a pesquisa, levam os professores a optar por métodos mais simples, ignorando o
potencial educacional dos recursos computacionais, e muitas vezes, no caso do sujeito com
deficiência, conduz à exclusão do processo de ensino.
Em análise a estes fatores, acarreta-se outro fator que muito influencia na negação do
uso das tecnologias informacionais pela escola, inferindo a ele a maior proporcionalidade pelo
fracasso no uso destes recursos, este fator é a falta de formação dos profissionais  da educação
nas áreas computacionais. Moraes apud Cox (2003, p. 29) aponta,
Um dos grandes problemas da educação nacional é que o desenvolvimento da
ciência e da técnica vem gerando um desenvolvimento tecnológico sem precedentes
na história da humanidade, mas o nosso cidadão comum, não consegue compreender
a natureza e nem o funcionamento dessas tecnologias. Continuamos apenas sendo
apertadores de botões.
O autor deixa explícito a acomodação do ser humano em se contentar com a função
de apenas  fazer uso da tecnologia, sem compreendê-la, porém nesta ação os indivíduos
sentem-se como sujeitos dominantes dos recursos tecnológicos, o que se constitui numa
alienação, em que ao contrário de dominantes ou sujeitos são dominados, utilizar-se das
tecnologias de forma incorreta é um fato que muito ocorre nas escolas, encontramos
professores que sabem ligar os computadores, iniciar sempre os mesmos editores e
desenvolver pesquisas sempre nos mesmos sites, mais ainda falta o domínio do docente sobre
a tecnologia.
Segundo Libâneo (2001, p.63), o ato de ensinar envolve dois processos a
profissionalização e o profissionalismo. A profissionalização refere-se às condições ideais que
venham garantir o exercício profissional de qualidade, como a formação inicial e  formação
continuada, nas quais o professor aprende e desenvolve as competências, habilidades e
atitudes profissionais. O profissionalismo refere-se ao desempenho competente e
compromissado dos deveres e responsabilidades que constituem a especificidade de  ser
professor e ao comportamento ético e político expresso nas atitudes relacionadas à prática
profissional. Estes processos se complementam, e a identidade com a profissão terá seu
significado pessoal e social.
Libâneo (2001, p.65) aponta que a desvalorização social do professor prejudica o seu
desempenho profissional, porém apesar deste problema, os professores continuam sendo os
principais agentes da formação dos alunos e, portanto, é indispensável a qualificação e
competência dos professores, por isso,  “a construção e o fortalecimento da identidade
profissional precisam fazer parte do currículo e das práticas de formação inicial e
continuada.”
Sendo assim, vemos a necessidade dos docentes encontrarem nos cursos de formação
suportes que os levem a compreender o uso das tecnologias e seus benefícios, como também,
conhecerem das possibilidades e utilidades dos recursos tecnológicos na educação. Esta deve
ser uma iniciativa, não somente das políticas educacionais, mas também do compromisso do
professor com sua profissão e, da escola com seus profissionais.
1.2 A EQUIPE DE GESTÃO ESCOLAR FRENTE AO PROCESSO DE
TRANSFORMAÇÃO EDUCACIONAL
É neste momento, que voltamos nossa reflexão para a figura do pedagogo. De acordo
com Libâneo (2001, p.179),
a  coordenação é um aspecto da direção, significando a articulação e a convergência
do esforço de cada integrante de um grupo visando a atingir os objetivos. Quem
coordena tem a responsabilidade de integrar, reunir esforços, liderar, concatenar o
trabalho de diversas pessoas.
Libâneo (2001, p.183) esclarece que a coordenação corresponde à escola tanto no
âmbito administrativo quanto no âmbito pedagógico, ou seja, “o coordenador pedagógico
responde pela viabilização e articulação, do trabalho pedagógico-didático em ligação direta
com os professores, em função da qualidade de ensino”.
Desta forma o trabalho do pedagogo deve auxiliar o trabalho docente, orientando,
sugerindo, buscando alternativas para efetivar a aprendizagem do aluno, e ainda “propor e
coordenar atividades de formação continuada e de desenvolvimento profissional dos
professores” (LIBÂNEO, 2001, p.184).
Neste sentido, se o docente encontra dificuldades em sua atuação no laboratório de
informática e no uso dos aparatos tecnológicos, compete então ao coordenador pedagógico
intervir de forma a oportunizar o professor a adquirir conhecimentos tecnológicos que o
possibilitem a desenvolver suas aulas na cultura informacional, cumprindo o papel da escola
na formação global do aluno.
No desenvolvimento de seu trabalho o pedagogo pode se deparar com situações que
não exijam dele somente a direção de estudos voltados à formação dos profissionais da escola,
mas também a incentivação e motivação dos professores, para que superem os velhos
paradigmas a passem  a tomar novas atitudes  caminhando de acordo a acompanhar as
transformações da sociedade.
Reconhecendo que compete a gestão escolar a organização de estudos de formação
continuada, Libâneo (2001, p.189) postula que “a formação continuada é a condição para  a
aprendizagem permanente e o desenvolvimento pessoal, cultural e profissional” para os
professores, é através deste processo que a escola passa a encontrar soluções para os
problemas enfrentados, descobrindo procedimentos e estratégias de trabalho que fortalecem a
garantia da qualidade de ensino.
Nesta abordagem é fundamental que o pedagogo promova uma prática reflexiva e
democrática, o que implica na “criação de lugares e tempos que incentivem as trocas de
experiências entre os professores e professores e  alunos, de modo a implantar uma cultura
colaborativa” (Libâneo, 2001, p. 196). O envolvimento com a família e comunidade é uma
tarefa que também compete a organização pedagógica, onde o coordenador pedagógico
atentará para a promoção e inclusão da pessoa com deficiência.
Se o objetivo central da escola é a aprendizagem do aluno então, é necessário que a
escola esteja unida em busca de alcançá-lo. Desta maneira a escola deve organizar-se e
inovar-se acompanhando as mudanças ocorridas no contexto social, percebendo-se como
parte integrante a sociedade. É neste sentido que destacamos a importância da escola em
utilizar-se das novas tecnologias de informação e comunicação.
Não há dúvida que as novas tecnologias de comunicação e informação trouxeram
mudanças consideráveis e positivas para educação. Vídeos, programas educativos na
televisão e no computador, sites educacionais, softwares diferenciados transformam
a realidade da aula tradicional, dinamizam o espaço de ensino-aprendizagem, onde,
anteriormente, predominava a lousa, o giz, o livro e a voz do professor ( KENSKI,
2007, p. 46).
A educação aliada as  novas formas de aprender ocasionadas pelos recursos
tecnológicos tornam a aula prazerosa, dinamizada, envolvendo os alunos de maneira
significativamente positiva, a ludicidade proposta pela facilidade de visualização e de
interação faz do espaço escola o  que Pierre Babin  apud  Kenski (2007, p. 56)  denomina de
“escola-prazer”.
O laboratório de informática escola vem, dentro desta perspectiva, corresponder com
uma educação interativa e dinamizada, que deve ser conciliada ao conceito de
transdisciplinaridade.  Pais (2002, p. 33) expõe que “dizemos que um conceito é
transdisciplinar quando ele tem a propriedade qualitativa de transitar e de ser do interesse de
diversas áreas disciplinares”. Esta proximidade entre as áreas disciplinares é uma oposição ao
modelo fragmentado de aprendizagem, tornando a aprendizagem do educando completa com
um significado mais amplo da educação escolar.
A fala e a escrita como tecnologia surgiram para ampliar a comunicação entre os
homens, com o avanço tecnológico novas formas de comunicação estão surgindo, muitos
críticos supõe esta nova produção como algo maléfico, que põe em risco os processos
comunicacionais formais, as novas tecnologias são acusadas pela desconstrução dos processos
formais que asseguram um bem comum a sociedade a  linguagem oral e escrita. Por outro,
numa análise mais flexível pode-se observar que a imposição tecnológica traz com ela novas
formas de saber, conhecer e de se comunicar, ela não está desconstruindo, mas sim
construindo novas formas de interação, seja pelas novas linguagens orais ou escritas.
Assim, o papel da escola, da equipe de gestão, não é ser submissa as tecnologias,
aceitando passivamente todas as mudanças, mas ser crítica e formar cidadãos críticos que
avaliem e escolham as tecnologias que os auxiliem em suas vidas e descartando as que não
contribuem para o melhoramento de sua interação social.
1.3 EDUCAÇÃO PARA ACESSIBILIDADE: REFLEXÕES ACERCA DA
UTILIZAÇÃO DA INFORMÁTICA NOS PROCESSOS DE ENSINO INCLUSIVO
Na modalidade de Educação Especial os recursos da informática trazem ao aluno
com deficiência uma possibilidade de aprender e participar do processo educativo de forma
ativa, mesmo sujeito as suas limitações físicas, é possível que o educando formule e registre
seus conhecimentos através de uma comunicação alternativa e suplementar. Esta comunicação
encontra nas tecnologias um forte aliado, pois quando impossibilitado de se utilizar da fala e
escrita convencional, o usuário pode através de recursos visuais, linguagem por símbolos e
imagens representativas, leitores de textos, preditores textuais e sistemas de varreduras
virtuais, desenvolver o seu processo comunicativo e de aprendizagem escolar.
É importante também destacar que a dificuldade de locomoção do deficiente, gera
um processo de exclusão,  onde por vezes, estes sujeitos se limitam a frequentar apenas casa
de familiares e instituições escolares. Com o crescimento dos softwares comunicacionais e
das redes digitais, a pessoa com deficiência pode construir seu círculo de amizade e interagir
com  pessoas de todo o mundo. A internet e as mídias digitais constituem assim, um espaço
democrático e também inclusivo.
Pais (2002, p. 45-46) faz um estudo sobre as contribuições dos recursos
informacionais na aprendizagem, apontando que a existência de condições para ocorrer a
aquisição do conhecimento não determina o resultado da aprendizagem, assim o desafio é a
sua atualização, ou seja, a passagem do nível de potencialidade para um acontecimento real.
Através destas palavras é possível compreender que a subjetividade do aluno, os aspectos
sociais e econômicos podem sim influenciar no desenvolvimento de sua aprendizagem.
Porém, ressalta-se a colocação Pais “[...] a educação deveria aproximar-se, tanto quanto fosse
possível, de uma vida livre para que a criança pudesse desenvolver suas potencialidades”.
É neste contexto que a figura do professor se afirma no processo de
ensino/aprendizagem, o professor necessita conhecer seu aluno, avaliar suas potencialidades,
refletir e propor o uso incansavelmente de técnicas e recursos para sua aprendizagem. Não
compete ao docente limitar seu aluno dizendo que ele não vai conseguir, que não é capaz, é
necessário buscar, testar alternativas para que auxiliem seu aluno no ato de aprender. Para
tanto, este profissional deve num ato de formação permanente, ser conhecedor d as inovações
tecnológicas, das novas possibilidades de construir conhecimento para então pode
desenvolver o ato de ensinar com alteridade.
É nesta busca de alteridade, de se fazer cumprir um processo educativo que conduza
os alunos a uma formação humana e  cidadã que Libâneo (1999, p. 29  -  45) postula novas
atitudes docentes:
Assumir o ensino como mediação, tornando o aluno como participante ativo da sua
aprendizagem;
Modificar a ideia de uma escola e de uma prática pluridisciplinares para uma escola
e uma prática interdisciplinares;
Conhecer estratégias do ensinar a pensar, ensinar a aprender a aprender;
Persistir no empenho de auxiliar os alunos a buscarem uma perspectiva crítica dos
conteúdos a se habituarem a apreender as realidades enfocadas nos conteúdos
escolares de forma crítico-reflexiva;
Assumir o trabalho de sala de aula como um processo comunicacional e desenvolver
capacidade comunicativa;
Reconhecer o impacto das novas tecnologias da comunicação e informação na sala
de aula (televisão, vídeo, games, computador, internet, CD-ROM, etc.);
Atender à diversidade cultural e respeitar as diferenças no contexto da escola e da
sala de aula;
Investir na atualização científica, técnica e cultural, como ingredientes do processo
de formação continuada;
Integrar no exercício da docência a dimensão afetiva;
Desenvolver comportamento ético e saber orientar os alunos em valores e atitudes
em relação à vida, ao ambiente, às relações humanas, a si próprios.
Para ser professor é necessário formar-se professor diariamente, na prática
experenciada junto ao aluno. É ter um comportamento empático e fazer ao educando o que
desejamos para nós mesmos. Na rede especial de educação este pensamento se reforça na
necessidade em se formar uma escola que atenda alunos com deficiência de forma justa e
igualitária, visando a promoção dos alunos no contexto educacional e também social.
Nesta análise de ensino ao sujeito com deficiência, compreende-se que a deficiência
“é marcada pela perda das funções do ser humano, seja ela física, psicológica ou sensorial. O
indivíduo pode, assim, ter uma deficiência, mas isso não significa necessariamente que ele
seja incapaz; a incapacidade poderá ser minimizada quando o meio lhe possibilitar acessos”
(SCHIRMER, C. R. et al., 2007, p.21). Assim é função da escola promover acessos:
[...] é necessário que os professores conheçam a diversidade e a complexidade dos
diferentes tipos de deficiência física, para definir estratégias de ensino desenvolvam
o potencial do aluno. De acordo com a limitação física apresentada é necessário
utilizar recursos didáticos e equipamentos especiais para sua educação buscando
viabilizar a participação do aluno nas situações práticas vivenciadas no cotidiano
escolar, para que o mesmo, com autonomia, possa otimizar suas potencialidades e
transformar o ambiente em busca de uma melhor qualidade de vida (BRASIL  apud
SCHIMER, 2007, p. 24)
Considerando o trabalho pedagógico especializado ao aluno com deficiência física,
psicológica ou sensorial, reconhecemos os alunos como seres únicos, apresentando
necessidades específicas, assim podemos encontrar uma diversidade de comprometimento que
variará de educando para educando. É preciso, neste sentido, que a escola se mobilize em
criar as condições necessárias para o seu aprendizado e, ao criar condições de atendimento
especializado a escola fará uso da Tecnologia Assistiva.
A Tecnologia Assistiva  “deve ser entendida como um auxílio que promoverá a
ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função
desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência” (BERSCH  apud
SCHIRMER, 2007, p. 27). Esta colocação vem reafirmar o que já foi descrito sobre a
compreensão de tecnologia como tudo tem por objetivo auxiliar o homem em suas interações
com o meio e com as pessoas, a Tecnologia Assistiva possui dentro do Atendimento
Especializado modalidades que visam auxiliar o aluno em sua aprendizagem, são elas:
a) Uso da Comunicação Aumentativa e Alternativa, para atender as necessidades dos
educandos dom dificuldades de fala e de escrita.
b) Adequação de materiais didático-pedagógicos às necessidades dos educandos, tais
como engrossadores de lápis, quadro magnético com letras com imã fixado, tesouras
adaptadas, entre outros.
c) Desenvolvimento de projetos em parceria com profissionais da arquitetura,
engenharia, técnicos em edificações para promover a acessibilidade arquitetônica.
Não é uma categoria exclusivamente de responsabilidade dos professores
especializados que atuam no Atendimento Educacional Especializado. No entanto,
são os professores especializados, apoiados pelos diretores escolares, que levantam
as necessidades de acessibilidade arquitetônica do prédio escolar.
d) Adequação de recursos da informática: teclado, mouse, ponteira de cabeça,
programas especiais, acionadores, entre outros.
e) Uso de mobiliário adequado: os professores especializados deve m solicitar à
Secretaria de Educação adequações de mobiliário escolar, conforme especificações
de especialistas na área: mesas, cadeiras, quadro, entre outros, bem como os recursos
de auxílio à mobilidade: cadeira de rodas, andadores, entre outros (SCHIRMER, C.
R. et. al., 2007, p.27-28).
Fazer o uso da Tecnologia Assistiva na educação é promover condições para a
participação e sucesso do alunado, Schimer (2007, p. 31) coloca ainda sobre o uso da
tecnologia assistiva:
É conhecer e criar novas alternativas  para a comunicação, escrita, mobilidade,
leitura, brincadeiras, artes, utilização de materiais escolares e pedagógicos,
exploração e produção de temas através do computador. É envolver o aluno
ativamente, desafiando-se a experimentar e conhecer, permitindo que construa
individual e coletivamente novos conhecimentos. É retirar do aluno o papel de
espectador a atribuir-lhe a função de ator.
Neste estudo, tem se priorizado reflexões acerca do papel da escola e dos docentes,
no desenvolvimento do trabalho com  alunos com deficiência, com um foco especial para o
uso das tecnologias na educação, com grande destaque a importância e o papel do laboratório
de informática. Assim neste momento, se apresentará de forma mais clara algumas
contribuições da informática na educação:
-  A facilidade de acesso a e participação do aluno: se expressa pelos recursos de hardwares
e softwares que com simples toques desenvolvem inúmeras funções, atualmente
encontramos teclados e mouses convencionais e adaptados, ponteiras e estruturas  que
permitem alunos interagir através de movimentos com a cabeça, braços, pernas e, até
mesmo com o movimento dos olhos, telas de toque/touch screen, teclados virtuais,
preditores de textos, leitores textuais, sistemas de varreduras, vocalizadores, entre outros.
-  A ludicidade e o prazer: o computador é um recurso com um potencial visual e sonoro que
envolve crianças da mais tenra idade até o público mais velho, é atrativo, dinâmico,
inovador, surpreendente. Assim desperta a atenção e a concentração dos alun os. Através
de jogos, softwares pedagógicos, simuladores e animações, multimídias, vídeos
representativos, histórias ilustradas, editores de texto, editores de histórias em quadrinhos,
editores de desenhos, entre outros é possível explorar os mais diversos temas e conteúdos.
-  Comunicação e informação: a facilidade de pesquisa estimula a participação do aluno,
desta forma ele busca através de habilidade escrita e leitura, interpretar as informações
encontradas, criando assim o conhecimento. Como recurso comunicacional o computador
aproxima pessoas de diferentes lugares, proporcionando a troca de informações, o
conhecimento da diversidade cultural e suas manifestações. A rede digital possibilita o
acesso ao conhecimento de forma democrática, promovendo a inclusão de todos no
mundo informatizado e na socialização do saber. São exemplos as redes sociais, correios
eletrônicos, enciclopédias virtuais, jornais digitais.
Neste contexto, pode-se afirmar que a informática contribui para o ambiente escolar,
podendo ser utilizada na construção do conhecimento nas diferentes disciplinas, para todas as
faixas etárias e, ainda que através desta ferramenta muitos alunos, excluídos do processo
educacional devido as suas limitações físicas, sensoriais ou psicológicas, podem usufruir de
recursos que ampliam e agilizam a sua participação na construção do conhecimento.
Cox (2003, p.70) descreve a informática como um estímulo para o aluno participar
da escola, em suas palavras revela:
Com a adoção dos recursos da informática no ambiente da escola repensada, aliada à
pesquisa, as aulas tediosas, em que os alunos eram vistos como passivos ouvintes e
limitavam-se à reprodução, podem ser substituídas por dinâmico ambiente de
aprendizado no qual a capacidade criadora e crítica de jovens aprendizes é desafiada
e compelida a desenvolver-se gradativamente. As tarefas ganham cores, gráficos,
sons, animações e imagens que se modificam sob o controle dos educandos e,
possivelmente, os despertam do sono da passividade. O decorar dá lugar ao pensar e
ao compreender. O trono do mestre detentor do saber, erigido sobre o silêncio
submisso dos discípulos, dá lugar ao orientador, também em aprendizado, disposto
em meio às vozes da troca entusiasmada de ideias dos grupos de trabalho em
prazerosa atividade.
Enfim, com estas reflexões buscou-se demonstrar a importância do laboratório de
informática na escola, tendo como intuito o incentivo aos docentes para que encontrem
através da formação inicial e continuada os subsídios necessários para a utilização dos
aparatos tecnológicos na dinamização de suas aulas. Desta forma devemos segundo Fróes
apud Paz
i
,
mobilizar o corpo docente da escola a se preparar para o uso do Laboratório de
Informática na sua prática diária de ensino -aprendizagem. Não se trata, portanto, de
fazer do professor um especialista em Informática, mas de criar condições para que
se aproprie, dentro do processo de construção de sua competência, da utilização
gradativa dos referidos recursos informatizados: somente uma tal apropriação da
utilização da tecnologia pelos educadores poderá gerar novas possibilidades de sua
utilização educacional.
Pode-se afirmar, então, que o laboratório de informática nas escolas é um ambiente
de aprendizagem que necessita ser resignificado na prática educativa pelos docentes, com uma
maior atenção na modalidade de Educação Especial onde através dos recursos tecnológicos,
os alunos com deficiência encontram uma forma ativa de participar do processo educacional.
Na  utilização dos recursos tecnológicos na promoção do aluno com deficiência  ingressamos
num novo processo que vai  além do simples ensinar para o  humanizar,  revelando que ao
proporcionar condições para o educando interagir com o mundo, superando suas limitações, a
escola ultrapassa o ato de ensinar agindo de forma humanizadora, promovendo a justiça e a
igualdade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A evolução das  tecnologias tem provocado inúmeras mudanças  na vida das pessoas,
ao mesmo tempo  em  que nos desafiam,  as inovações tecnológicas passam a nos completar,  e
por consequência nos tornam dependentes.
Na educação escolar, a presença das novas tecnologias vem compondo um novo
paradigma, proporcionando novas formas de se construir conhecimentos, e exigindo dos
docentes novas ações pedagógicas.
Na modalidade de Educação Especial a influência dos aparatos tecnológicos modernos
prove adequações e possibilidades de ensino  com alunos com deficiência, auxiliando na
promoção e independência desses alunos. Ao buscar desenvolver métodos inovadores de
ensino, professores passam a valorizar as habilidades dos educandos, promovendo a inclusão
educacional e capacitando-os para a vida social.
Desta forma, a informática na educação especial vem oportunizar a participação de
alunos excluídos do processo educacional no âmbito escolar de forma significativa e
funcional. Atualmente o maior desafio tem sido a formação de uma cultura geral de
informática dentro das escolas, apontando assim a necessidade de uma renovação pedagógica,
onde docentes reconheçam que é seu dever propiciarem todas as medidas  necessárias para o
desenvolvimento dos alunos, sendo preciso neste contexto o comprometimento profissional
do professor pautado por uma formação permanente que lhe proporcione uma formação
didático-pedagógica suficientemente consistente para produzir a melhoria da qualidade do
ensino e o atendimento efetivo as especificidades de cada educando.
REFERÊNCIAS:
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www.planalto.gov.br.
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KENSKI, V. M. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. 2 ed. Campinas, SP: Papirus, 2007.
LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora?: novas exigências educacionais e profissão
docente. 3 ed. São Paulo: Cortez, 1999.
LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 3 ed, Goiânia: Editora Alternativa,
2001.
MAIA, Raul; PASTOR, Nelson. Magno: Dicionário brasileiro da Língua Portuguesa. São Paulo: Difusão
Cultural do Livro, 1997.
PAIS, Luiz Carlos. Educação Escolar e as tecnologias da informática. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
PAZ, José Flávio. Jogos eletrônicos e prática docente na educação básica.
Disponível em:
http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_23838/artigo_sobre_jogos_eletr%C3%94nicos_e_pr%C3%81tica_
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SCHIMER, Carolina R. et. al. Atendimento Educacional Especializado: Deficiência Física. São Paulo:
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Artigo apresentado no Congresso Internacional de Educação CIEPG 2012, estando disponível em:
http://www.isapg.com.br/2012/ciepg/index.php?id=278